domingo, 6 de janeiro de 2013

Uma história triste, real

Uma história triste, real


Uma história triste, real e deveria ser exemplo
Esta imagem é de uma andorinha que fora atingida por um carro enquanto voava baixo para apanhar comida. 
Sua morte era inevitável devido ao estado que seu acidente lhe deixou. Desolada e sozinha esperou até que seu companheiro a encontrasse. Ela sabia que ele o encontraria... Ou pelo menos esperou por isso comas últimas forças dos seus últimos minutos.
Não muito depois de ter acontecido o acidente, seu companheiro voou desesperadamente ao seu encontro na esperança de que a encontrasse bem, pois viva ela ainda estava. Aquela pequena ave abatida agitou-se ao ver que o companheiro não a abandonara e o companheiro só demonstrou preocupação.Trouxe comida, não uma mas várias vezes e fez companhia esperando anseosamente que ela se recuperasse e voltasse pra casa bem novamente.


Ao voltar com a comida encontrou-a morta, ainda sem entender e sem acreditar tentou desesperadamente acordá-la, tentando ate mesmo carregá-la. Fez tudo o que poderia ter feito na condição de apenas uma andorinha, pequena e desprovida de inteligência, mas cheia de compaixão e amor pela companheira que outrora não estava ferida nem morta, mas voava com ele. Mesmo sem ter uma face humana, é possível observar na foto e na sequência delas a comoção desta pequena ave. 



Ao ver que sua amiga estava morta, que já não tinha mais jeito, a ave começou a piar. Era um canto tão alto e forte que parecia declarando a ira com a vida. Parecia o prantear assim como fazem algumas pessoas ao perderem seus entes mais queridos, os quais inconsoláveis choram e reclamam. Era um lamento doloroso indescritível. E assim ficou por certas horas.



A morte é lamentável quando ela afeta a vida daqueles que mais amamos. E mesmo sendo inevitável, parece que existe algo dentro de nós que nos instiga a querer relutar contra o fato e um  anseio indescritível de fazer querer voltar no tempo e que se fosse possível teríamos feito tudo diferente, teríamos sido melhores no mínimo com aqueles que amamos e que partiram sem sentido, nem aviso. Assim permaneceu ali aquela ave, ao lado do corpo sem vida da companheira que acabara de perder.


Era como se a hora do cortejo final tivesse chegado ao fim. Aquele pássaro percebeu que não havia mais o que ser cortejado, nem o que ser lamentado. O que podia ser feito foi evitado pelo fim. naquele momento o que podia ser feito se não mais que guardar todos os lamentos e frustrações a respeito de tudo e engolir calado a triste realidade.
Depois que a vida acaba não existe mais o que ser dito, nem o que ser feito. Não existe um último desejo. Existe apenas o aguardar dos tristes séculos que um dia hão de nos consumir também. E a ave silenciou assim seu canto e seu pranto enquanto permaneceu calado ao lado daquela a quem amou até o último momento. Fez de tudo o que podia até o último recurso no último instante. Mas mesmo sendo ave, criatura simples e de não pouca mas de limitada sabedoria, entendeu que ali naquele dado momento, naquela dada situação já não tinha mais o que pudesse ser feito. Será que nós seres humanos somos capazes de entender o que isso representa nas mãos de Deus. Temos toda uma vida, curta ou longa, não importa o tamanho o que importa é que ela existe, para fazermos um pelo outro e demonstrarmos em vida o quanto nos importamos com o próximo. Será que se até a ave entendeu que a cada minuto deve ser dada sua devida importância com sabedoria e coerência nós não somos capazes de  perceber também. Abraçar quando tiver que abraçar, beijar quando tiver que beijar, brigar quando tiver que brigar. Não importa como demonstrar, mas simplesmente demonstrar enquanto há ainda tempo, porquê as vezes mesmo após a morte não nos será permitido lamentar por muito tempo. Isso porque a vida continua, o mundo gira e a nossa hora também está por chegar.


Essa história foi baseada em relatos encontrados num blogger britânico. (Marcio Guimarães)


http://wiiizard.blogspot.com.br/






















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